FLOR DE VIDRO- MARCIO CASTILHO

19 de setembro de 2022

FLOR DE VIDRO

 

Não tem olor essa flor,

É tão frágil e sem cor,

É inteira transparência,

Tão muda, tão inocência.

 

Eu não sei de que jardim

Foi cruelmente retirada;

Estavas tu, caída aqui,

Totalmente abandonada.

 

E tu choras junto à bátega

Da gélida tempestade,

Onde vives abrigada.

 

Vai-se embora toda a infância

Pelas ruas da cidade.

Ah, vai partindo a flor-criança.

 

Márcio Castilho

e-mail: marciocastilho74@outlook.com

 

0 comentários:

Postar um comentário