TITANOMAQUIA – A Batalha do Tempo de Toni de GomeS

30 de julho de 2022


 TITANOMAQUIA – A Batalha do Tempo

A Queda de Chronos

de Toni de GomeS

 

O ímpeto do medo ao fracasso

Rege no coração

A fraqueza dos “Imortais”

E a soberba da incúria

É a qualidade do inatingível

 Poderá ao impossível derrubar a um reino?

Quando o controle escapar de suas mãos...

A profecia então se realizará

 

Apenas o fruto de sua carne

Terá a onipotência em suas mãos

Apenas o sangue de teu

Poderá o teu sangue derramar

 

O destino inglório que te espera

Será o orgulho ferido, que jamais encontrará curar

E então o tolo senhor do tempo

Reivindicara seu trono

Devorando um a um de seus filhos

Gerando outro grandioso engano

 

Mas a errada interpretação

De que o tempo tudo pode

Se esquecendo que o mesmo

Se presta apenas como um meio

 

Enganado com uma pedra

Em sua última grotesca refeição

E assim perde seu ultimogênito filho

Que um dia voltará

Para libertar a seus irmãos

 

Então germina semente da batalha das batalhas

Entre Titãs e os futuros Deuses

A Titanomaquia

 

Culminando com a colossal queda do senhor do tempo

Receberam os despojos

A imortalidade para os vencedores

Teus filhos

Realizando o improvável

Todo império totalitário e covarde

Cairá…

 

Toni de Gomes

 

MATINAL- JULIO CESAR MAURO

26 de julho de 2022


“MATINAL”

“Te acaricio com a minha voz e o meu canto
Espero cessar o seu pranto
Para que possas ouvir o cântico suave da madrugada

Acaricio com minhas mãos
A tua face e os teus cabelos
A noite se perde no murmúrio das paixões

Um alarido se faz ouvir ao longe
São os arautos da manhã:
Andorinhas, sabiás e rouxinóis

No quarto, a luz embaciada do dia, sob a janela
Me deixa absorto...
Tu és tão linda!
E nesta manhã o calor do meu corpo envolverá o seu...”

*Matinal*


 


POUR ÉLISE- MARCIO CASTILHO

25 de julho de 2022


 

POUR ÉLISE

 

Da última vez que vi teu sorriso,

a palavra tristeza se consumiu inteira

até se tornar nada.

Nosso último encontro foi como

uma tela pintada

e havia uma cor ali que destoava

das outras,

uma cor melancólica,

um tom que, dias após,

tomaria toda a arte do quadro.

Amamo-nos uma última vez,

entregamo-nos como crianças felizes

sem pensarmos no findar do momento.

Ah... e o momento se foi....

 

Márcio Castilho

e-mail: marciocastilho74@outlook.com